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Assertividades

A necessidade da manutenção dos princípios geradores da continuidade do indivíduo

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Assertividades

Assertividades: Segundo o dicionário Houais, a asserção, raiz da palavra assertividade, no plural assertividades, é um substantivo feminino que determina afirmação categórica; assertiva, asserto, e sua rubrica linguística diz ser um valor modal de um enunciado predicativo, positivo ou negativo, cuja validade o locutor assume totalmente, e que está em oposição a outros valores modais, como a interrogação, a ordem, o pedido, a dúvida, a exclamação etc.; declaração

Analisando a sociedade como um todo, podemos encontrar uma grande variedade de comportamentos sociais que refletem a personalidade e o temperamento das pessoas; e a somatória dos requisitos de cada um determina a sua assertividade, o seu posicionamento em relação a determinados assuntos, formando assim um grande grupo de tipos diferentes em função da ideologia, da conveniência, das convicções pessoais, como também da aplicação da pimentinha pessoal de cada um. Dentre este grupo podemos destacar os seguintes tipos, que consideramos os mais relevantes: o decidido, o indeciso, o venal, e o indiferente.
Assim; no calor das discussões do dia a dia, tanto no ambiente profissional, como no social e também no familiar, notamos que o indiferente adota uma posição fleumática, e nunca se contagia com o calor das discussões; nem muito menos com o direcionamento das decisões, pois considera que qualquer decisão tomada pelo grupo social estará de bom tamanho para a sua acomodação com aquele grupo.
Quanto ao venal – caso muito comum – constatamos uma grande movimentação no seu posicionamento; pois ora está de acordo com o grupo social, ora em desacordo, ora deixa de se pronunciar, tudo isto orquestrado pelo exercício da ética da conveniência, analisada no seu lado negativo, e assim, este tipo nunca pode ser encarado com seriedade pela sociedade, haja vista a inconstância dos seus atos.
Por outro lado, o indeciso, motivado tão somente pela sua insegurança pessoal, mesmo que tenha domínio sobre as informações do assunto em pauta, em cada discussão sobe no primeiro muro que encontra pela frente e deixa de dar sua contribuição para a sociedade, causando assim prejuízo em função de muitas vezes deter informações relevantes, mas deixar de divulgá-las.
Finalmente, o decidido, é o tipo que normalmente manifesta o fruto das suas convicções pessoais fundamentada em um posicionamento ideológico pautado na clareza impactante do cultivo dos princípios filosóficos, e normalmente sua maior ambição é a continuidade e segurança do grupo social a que pertence. Na maioria das vezes ele é incompreendido, haja vista que a minimização das suas conclusões e ideias possa indicar prejuízo em uma visão imediatista e de curto prazo; porém se extrapoladas suas convicções para o amplo espectro, abrangendo os antecedentes do assunto e as eventuais consequências advindas da ação que se pretende aprovar, prova-se em tese a sua assertividade.
Todas estas considerações podem ser tomadas como válidas para os diversos tamanhos sociais, como por exemplo, o atual caso de instalar-se ou a não a guerra, dentro de um cenário que já ficou patente para toda a humanidade que é ditada pela ética da conveniência em seu aspecto temporal e espacial, muito embora em sua essência doutrinária os antecedentes apontam a existência de grande risco para a humanidade.
Neste caso, opera-se a assertividade de uns, em busca da paz mundial, muito embora como pano de fundo exista a prática da ética da conveniência objetivando o equilíbrio econômico e financeiro de uns poucos, beneficiando os seus derredores, aliciando outros tantos e simplesmente ignorando os demais.
De forma individual não podemos reclamar de tal postura, haja vista que o cenário é uma economia e mercado selvagem e totalmente adverso aos menos preparados do ponto de vista político, econômico e financeiro, porém esta lição não pode medrar nas pequenas células sociais, haja vista que é a pureza de espírito das pequenas células sociais que o estado se alimenta, se solidifica, se apóia, e vê a certeza da sua continuidade.
Da mesma forma, o indivíduo não pode seguir esta lição conveniente; pois certamente isto seria o início do caos, sendo que este deve agir tão somente pela decisão, amparado nos princípios éticos e morais após análise do cenário anterior, que dará condições de projetar o cenário futuro, no qual continuará a utilizar-se dos princípios apriorísticos, que poderão ser dosados com a tolerância advinda da perfeita compreensão dos fatos anteriores.
Assim, ouvida uma ou mais assertividades, deve-se refletir sobre os motivos apresentados, que cotejados com os conhecimentos próprios, bem como com os princípios e convicções individuais propiciará uma decisão madura, que poderá ser concordante ou conflitante com as assertividades ouvidas, porém a maior lição que devemos tirar da assertividade, principalmente quando ela é manifestada de forma consciente de que será a única manifestação naquele sentido; é que ela pode representar a verdadeira segurança que se possa ter das conclusões de um indivíduo, a certeza de que as opiniões emanadas por ele sempre serão ditadas pela razão dos seus conhecimentos, e isto é o que pode assegurar a confiança dentre os homens.

Mundo dos negócios

No mundo dos negócios, ode a dependência das assertividades é grande, é de tolerar-se a incongruência, ou inconsistência dos tipos, haja vista que não se trata de uma opção pessoal, de caráter doutrinário ou empresarial, mas sim de sobrevivência do indivíduo, e da continuidade dos seus negócios, porém no mundo social é de admitir-se a necessidade da manutenção dos princípios geradores da continuidade do indivíduo, ditados pela pureza da ética, essencialmente como filosofia da moral. Assertividades.

Autoria:

Walmir da Rocha Melges – Publicado originalmente em 16 de março de 2003, sobre assertividades.

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