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Inteligências Múltiplas: COMPETÊNCIA

Múltiplas Inteligências: Quais sãs as minhas?

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COMPETÊNCIA: Inteligências Múltiplas

Competência: Eu Sou Inteligente? Teoria das Inteligências Múltiplas, Howard Gardner – Por: San Picciarelli

Introdução

Segundo o renomado professor de psicologia do comportamento da Universidade de Harward, Howard Gardner, não existe a menor possibilidade de você “não ser” inteligente. De acordo com sua teoria de “multiplicidade” da inteligência humana, e devido a uma série incrivelmente variada de fatores ainda muito estudados – culturais, sociais, econômicos, biológicos e até mesmo alimentares, geográficos e genéticos, entre outros, cada um de nós tem latente em si múltiplos processos inteligentes que serão desenvolvidos durante o curso de nossas vidas.
Num plano de análise psicológico, afirma Gardner, cada área ou domínio tem seu sistema simbólico próprio. Num plano sociológico de estudo, cada domínio se caracterizaria pelo desenvolvimento de competências valorizadas em culturas específicas.
Atribui-se então “sete inteligências” ao ser humano e se postula que essas competências [competência] intelectuais são relativamente independentes, têm sua origem e limites genéticos próprios, uma anatomia neurológica específica e dispõem de processos cognitivos únicos.
Segundo as premissas de base da teoria, os seres humanos dispõem de graus variados de cada uma dessas inteligências e maneiras diferentes de combiná-las e organizá-las, utilizando-se dessas capacidades internas para resolver problemas e criar produtos. Embora estas inteligências sejam, até certo ponto, independentes uma das outras, elas muito raramente funcionam isoladamente.

Múltiplas Inteligências

Múltiplas Inteligências: Quais sãs as minhas?

Inteligência léxico-lingüística – os seus componentes centrais são uma sensibilidade para os sons, ritmos e significados das palavras, além de uma especial percepção das diferentes funções da linguagem. É a habilidade de usar a linguagem para convencer, agradar, estimular ou transmitir idéias, etc. É a habilidade exibida na sua maior intensidade pelos poetas pois relaciona-se com a subjetividade e o abstrato através do código das linguagens. Em crianças, esta habilidade se manifesta através da capacidade para contar histórias originais ou para relatar, com precisão, experiências vividas.
Inteligência fonológico-musical – se manifesta através de uma habilidade para apreciar, compor ou reproduzir uma peça ou lógica musical de maneira fluída e pouco racional. Inclui a discriminação de sons, habilidade para perceber temas musicais, sensibilidade para ritmos, texturas e timbre, e habilidade para produzir e/ou reproduzir música. A criança pequena com habilidade musical especial percebe desde cedo diferentes sons no seu ambiente e, freqüentemente, canta para si mesma ou reproduz grande quantidade de sons e ruídos com relativa perfeição.
Inteligência lógico-matemática – seus componentes centrais desta inteligência são uma sensibilidade para padrões, ordem, combinação, cálculos, mecânica lógica e sistematização. É a habilidade para explorar relações, categorias e padrões, através da manipulação de objetos ou símbolos. De experimentar de forma controlada; é a habilidade para lidar com séries diversas de raciocínios, reconhecer problemas e resolvê-los. A criança com especial aptidão nesta inteligência demonstra facilidade para contar e fazer cálculos matemáticos e para criar notações práticas de seu raciocínio.
Inteligência visual-espacial – a capacidade para perceber, através das diferentes modalidades da visão, o mundo de maneira geral (ou detalhada) de forma precisa. É a habilidade para manipular espaços, formas ou objetos mentalmente e, a partir das percepções iniciais, criar tensão, equilíbrio e composição numa representação visual ou espacial. Em crianças pequenas, o potencial especial nessa inteligência é percebido através da habilidade para quebra-cabeças e outros jogos espaciais, orientação espacial até mesmo com os olhos fechados e a atenção a detalhes visuais.
Inteligência corporal-cinestésica – a habilidade para resolver problemas ou criar produtos através do uso parcial ou total do corpo e todas as suas sensações. É também a habilidade para usar a coordenação máxima ou mínima em esportes, artes cênicas ou plásticas no controle dos movimentos do corpo e na manipulação de objetos com destreza. É também a habiliade de influenciar a movimentação corporal ou cinestésica de um outro indivíduo através das características dessa mesma inteligência, ou seja, movimentar o outro sem a necessidade de palavras. A criança especialmente dotada na inteligência cinestésica se move com graça e expressão a partir de estímulos musicais ou verbais, tem seus movimentos muito bem coordenados e fluídos e demonstra uma grande habilidade atlética e/ou coordenação fina apurada.
Inteligência interpessoal – pode ser descrita como uma habilidade pare entender e responder adequadamente a humores, temperamentos, motivações, crenças, necessidades, expectativas e desejos de outras pessoas. Ela é melhor apreciada na observação de psicoterapeutas, professores e comunicadores vendedores bem sucedidos. Na sua forma mais primitiva, a inteligência interpessoal se manifesta em crianças pequenas como a habilidade para distinguir pessoas, e na sua forma mais avançada, como a habilidade para perceber intenções e desejos de outras pessoas e para reagir apropriadamente a partir dessa percepção. Crianças especialmente dotadas demonstram muito cedo uma habilidade para liderar outras crianças através dessa inteligência (não pela força), uma vez que são extremamente sensíveis às necessidades e sentimentos de outros.
Inteligência intrapessoal – é o correlativo interno da inteligência interpessoal, ou seja, a habilidade de se ter acesso aos próprios sentimentos, sonhos e idéias, para discriminá-los e lançar mão deles na solução de problemas tanto internos quanto externos. É o reconhecimento de habilidades, necessidades, desejos e inteligências próprios. A capacidade para formular uma imagem precisa de si mesmo e a habilidade para usar essa imagem para funcionar e operar no meio externo de forma efetiva. É também a boa habilidade que um indivíduo tem de “regular” sua realidade interna (psíquica) com a realidade externa, ou seja, congruência integral (emoção, percepção, sensações, etc). Como esta inteligência é a mais individual de todas, ela só é observável através dos sistemas simbólicos das outras inteligências, ou seja, através de manifestações lingüisticas, musicais ou cinestésicas.

O Desenvolvimento da Inteligência

Todos os indivíduos, em princípio, têm a habilidade de questionar e procurar respostas usando todas as inteligências. Todos os indivíduos possuem, como parte de sua bagagem genética, certas habilidades básicas em todas as inteligências. A linha de desenvolvimento de cada inteligência, no entanto, será determinada tanto por fatores genéticos e neurobiológicos quanto por condições ambientais. Ele propõe, ainda, que cada uma destas inteligências tem sua forma própria de pensamento, ou de processamento de informações, além de seu sistema simbólico. Estes sistemas simbólicos estabelecem o contato entre os aspectos básicos da cognição e a variedade de papéis e funções culturais.
A noção de cultura é básica para a Teoria das Inteligências Múltiplas. Com a sua definição de inteligência como a habilidade para resolver problemas ou criar produtos que são significativos em um ou mais ambientes culturais, alguns talentos só se desenvolvem porque são valorizados pelo ambiente.Cada cultura valoriza certos talentos, que devem ser dominados por uma quantidade de indivíduos e, depois, passados para a geração seguinte.
Cada domínio, ou inteligência, pode ser visto em termos de uma seqüência de estágios: enquanto todos os indivíduos normais possuem os estágios mais básicos em todas as inteligências, os estágios mais sofisticados dependem de maior trabalho ou aprendizado.
A seqüência de estágios se inicia com a habilidade de padrão “elementar”. O aparecimento da competência simbólica é visto em bebês quando eles começam a perceber o mundo ao seu redor. Nesta fase, os bebês apresentam capacidade de processar diferentes informações. Eles já possuem, no entanto, o potencial para desenvolver sistemas de símbolos, ou simbólicos.
O segundo estágio, de simbolizações básicas, ocorre aproximadamente dos dois aos cinco anos de idade. Neste estágio as inteligências se revelam através dos sistemas simbólicos. Aqui, a criança demonstra sua habilidade em cada inteligência através da compreensão e uso de símbolos: a música através de sons, a linguagem através de conversas ou histórias, a inteligência espacial através de desenhos etc.
No estágio seguinte, a criança, depois de ter adquirido alguma competência no uso das simbolizações básicas, prossegue para adquirir níveis mais altos de destreza em domínios valorizados em sua cultura. À medida que as crianças progridem na sua compreensão dos sistemas simbólicos, elas aprendem os sistemas chamados de sistemas de segunda ordem, ou seja, a grafia dos sistemas (a escrita, os símbolos matemáticos, a música escrita etc.). Nesta fase, os vários aspectos da cultura têm impacto considerável sobre o desenvolvimento da criança, uma vez que ela aprimorará os sistemas simbólicos que demonstrem ter maior eficácia no desempenho de atividades valorizadas pelo grupo cultural. Assim, uma cultura que valoriza a música terá um maior número de pessoas que atingirão uma produção musical de alto nível.
Finalmente, durante a adolescência e a idade adulta, as inteligências se revelam através de ocupações vocacionais ou não-vocacionais. Nesta fase, o indivíduo adota um campo específico e focalizado, e se realiza em papéis que são significativos em sua cultura.
Existem hoje variadas maneiras disponíveis, de algumas frentes teóricas, para medir quais são as disciplinas de inteligência que você tem que apresentam-se de maneira mais intensificada, e quais (e como) podem ser trabalhadas as que você menos emprega. Pesquisamos e Trabalhamos isso juntos?
Onde está sua curiosidade a respeito de sua(s) inteligência(s) ?
Best Cheers, San Picciarelli

Fonte e autoria reservados aos autores: Publicado (em inglês) pelo autor na Alite Journal of Psychopedagogy/UK em OUT-2004, traduzido para comunidade Syxt. Referência: Gardner, Howard, “Frames of Mind”, Harward University Press, third edition, 1998. Competência.

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