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Conhecer a si mesmo

Conhecer a si mesmo é o primeiro passo para bons resultados no mundo dos negócios

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CONHECER A SI MESMO

Conhecer a si mesmo não implica ensimesmar-se, nem o dever elementar de entender o que deveras somos, como também não deve ensejar a misantropia, nem postura eremítica. É com alegria que devemos conversar conosco sobre conhecer à si mesmo, em uma pequenina introdução que poderá servir para despertar sua atenção na busca de desvendar planícies e muralhas ocultas no espaço de nossa imaginação. Culpar-se ou absorver-se não vem ao caso em tal análise, mas, sim, um sentimento de serenidade que venha a ensejar uma crítica das razões que guiam os nossos comportamentos.
Parte do que armazenamos em nossa mente é construída por nós mesmos, mas, a maioria é egressa de outras fontes de informações, estas que desde a infância edificam o mundo de nossos pensamentos. Os tempos passados nos legaram exemplos de mentes iluminadas que nos legaram riquezas anímicas. Não podemos perder de vista que para conseguirmos bons resultados no mundo dos negócios necessitamos de entendê-lo, bem como entender as pessoas, onde o primeiro passo é conhecer a si mesmo. Boa leitura e boa reflexão.
Assim, vale lembrar o que narra Platão sobre o episódio que precedeu a execução de Sócrates, condenado que fora a beber cicuta.
Pouco antes um discípulo influente facilitou-lhe a fuga, porém o sábio negou-se a evadir do ergástulo em que se achava. Alertado de que dentro em pouco iriam matá-lo, simplesmente afirmou que ninguém conseguiria fazê-lo, mas, apenas, consumir-lhe o corpo.

  • Minha alma, disse ele, não se destruirá jamais.
  • Essa forma de pensar [conhecer a si mesmo], que presidia tão forte a mente do filósofo, mesmo nos estertores permitiu que pouco se importasse com o local aonde seria sepultado.
  • Alcançou ele a plenitude da consciência, aquela onde não reside o medo e que se identifica com a eternidade do cosmos.

Tal fato [alcançar a plenitude] ocorre quando o ser humano supera as condições da escravidão material, quando tem condições de encontrar em sua energia interna toda força de compreensão.

  • Quando se consegue entender que tudo o que existe é fruto das transformações da poeira cósmica que ensejou a formação dos mundos conquista-se a paz.

A ciência a partir da concepção dos “quanta” conseguiu explicar que toda matéria em si guarda a força da energia, e, que toda matéria é um complexo de vazios aonde gravitam tais poderes.
Demócrito já enunciava a lei que milênios depois Lavoisier comprovaria experimentalmente, ou seja, de que tudo se transforma sem acrescentar ou perder coisa alguma perante o todo.
Se dentro de nós aceitarmos tais razões e as desenvolvermos com reflexões e observações, fáceis serão nossas conclusões sobre o compromisso energético face à eternidade.
Muitos dos vícios dos comportamentos se encontram na desconsideração de tais verdades, especialmente os do egoísmo e os da prepotência dos que se acham donos do mundo e com total poder sobre a vida.
Os defeitos de educação que nos conduzem ao ceticismo ou ao fanatismo são ferrolhos que confinam o pensar aos limites do mau entendimento sobre a utilidade da existência.
Nossa consciência ética deve tomar como fundamento a essência do viver, pois, a vida exercida é apenas efeito do que a permite o exercício da mesma, ou seja, a energia cósmica que nos anima.
Espírito, mente e corpo formam um complexo transitório onde só o primeiro tem definitivo curso na evolução. Assim lecionou Sócrates no estertor, quando não mais lhe restava a alternativa que ele mesmo a si sonegara recusando defender-se, sobrepondo o interesse de sua filosofia face ao de mais alguns anos de presença material no planeta. Como bem disse jamais morreu; continua vivo em nós o saber que nos legou e que consiste na energia de saber-se eterno, de entender que a vida não se consome em uma simples etapa.

Autoria:

Este estudo foi desenvolvido e aplicado à 10 mãos em 1992 pela Equipe Garavelo sob a coordenação do consultor Wanderley Pinho, posteriormente foi atualizada e revisada à quatro mãos em 1998. Em 17.02.2000 foi novamente revisada e ampliada à duas mãos. Novamente em janeiro de 2018 passou por atualizações e adaptações de conceitos à modernidade atual, à duas mãos por parte do professor e consultor Walmir da Rocha Melges, sempre dentro do tema central que é conhecer a si mesmo.

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