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Dos Peritos, dos Gregos e dos Troianos

As novas regras trazidas de forma direta e indireta pela entrada em vigência do Novo Código de Processo Civil estejam compartimentando, legalmente, a profissão do PERITO

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DOS PERITOS, DOS GREGOS E DOS TROIANOS

DOS PERITOS, DOS GREGOS E DOS TROIANOS: Os povos helênicos imortalizaram aquilo que conhecemos como a Eterna Dualidade que implica sempre na existência de contradições.

Do seu lado, O Direito, através da Justiça de uma forma geral, assegurou o direito do contraditório no qual predomina a figura de um Julgador.

Somando tudo isto, Luca Paciolli, religioso por formação original, curioso e estudioso do mundo por opção de pensamento e fruto das suas reflexões, tendo conhecimento da dualidade existente entre o bem e o mal, e a necessidade de que a dualidade opere em uma situação de equilíbrio, que é a única forma de se conseguir a paz e confirmar a justiça viu nisto tudo, uma oportunidade de aplicar tais conhecimentos a bem dos negócios econômicos, e então, produzindo um grande desenvolvimento no registro e demonstração dos fenômenos econômicos, criou um sistema no qual, através do registro de como débitos e créditos, produzia a informação contábil e econômica que revolucionou a economia.

Este sistema é aquele que conhecemos em contabilidade pelo nome das PARTIDAS DOBRADAS, onde à cada débito corresponde um ou mais créditos que somados, chegam a igual valor do débito. Este é o equilíbrio que produz segurança para o mundo da informação contábil de cunho econômico.

APLICAÇÃO DOS CONCEITOS

E assim, tudo isto nasceu do estudo da dualidade, esta mesma que sempre está presente na vida de todos os viventes, principalmente na dos Peritos Judiciais ou Extrajudiciais, na medida em que tantos os gregos quanto os troianos [partes necessárias em cada processo de disputa] querem sempre serem agraciados pelo resultado conclusivo das letras dos peritos, e a prática cotidiana, por mim observada em 42 anos de militância pericial, demonstra que sempre, um ou outro não ficará contente com os resultados exarados nos laudos periciais, existindo também casos onde tantos os gregos quanto os troianos, se arregimentem contra o perito.

E assim, instaurado o contraditório, em alguns casos até pequenos terrenos de guerra, o perito deve lembrar que as letras do seu laudo pericial conclusivo somente podem apontar para um norte, qual seja, aquele definido e calcado pela verdade inserida nos autos, comprovada pela documentação cabal analisada, fundamentada na legislação pátria, e sedimentada nos pilares do profissionalismo, da eficiência, da responsabilidade e da ética, sempre respeitando os limites da lei e da moral.

É claro que o título desta reflexão também poderia ser “OS PERIGOS advindos do conceito dos gregos e dos troianos”, porém, mesmo neste caso, as conclusões seriam as mesmas acima.

Assim sendo, ao mesmo tempo em que podemos inferir que as novas regras trazidas de forma direta e indireta pela entrada em vigência do Novo Código de Processo Civil estejam compartimentando, legalmente, a profissão do PERITO, também podemos reconhecer que tal regulação traz excelentes resultados para a profissão à médio e longo prazo, na medida em que obriga uma melhoria profissional na busca pela excelência e a perenização oficial da necessidade da educação continuada.

Assim, que venham muitos gregos e troianos!

Autoria

Walmir da Rocha Melges – 24 de agosto de 2016, atualizada em 20.01.2018, sempre versando sobre: DOS PERITOS, DOS GREGOS E DOS TROIANOS

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