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O ato de inovar – O começo da aventura pericial

Várias formas de conseguir uma mudança em nossa vida pessoal, profissional ou empresarial

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O ATO DE INOVAR – O começo da aventura pericial

O ato de inovar tem ligação direta com a necessidade de se mudar algo, seja de um comportamento, uma profissão, um local de trabalho, um emprego, um mercado, um patrão, um cliente, ou seja, diz respeito a substituir algo que não mais produz resultados ou não proporciona mais satisfação, por algo semelhante que seja mais produtivo, mais dê mais prazer, mais rentável, mas segurança pessoal ou patrimonial, ou ainda proporcione mais paz de espírito.
Como o mote é a substituição, isto implica em que o sujeito da questão, seja a pessoa física ou a jurídica, que quer praticar o ato de inovar, quer se reinventar, deverá abandonar antigos comportamentos, formas de trabalho, formas de operação, mercados, e em alguns casos, até antigos amores, os quais serão substituídos por “algo novo” que possa ser chamado de uma inovação genuína, onde o antigo é totalmente diferente do novo, como tentativa de se conseguir então os melhores resultados pretendidos.
Assim, o ato de inovar não é apenas uma mera decisão, mas sim a somatória de fatores, nascidos de um sonho, um anseio, um desejo, uma vontade, uma necessidade, fatores estes nascidos de um fator maior que é o querer se reinventar e com isto conseguir “algo maior e melhor” que aquilo que antes era possuído.
Então o ato de inovar, nasce e é legítimo não somente de forma individual para as pessoas físicas ou jurídicas, como também de forma coletiva para grupamentos de indivíduos, famílias, empresas, profissionais, como também de forma global ou compartimentada, por governos de países ou de suas partes.
Já discorremos sobre o nascedouro do o ato de inovar mas ele foi antecedido de um fator que lhe deu origem, que é o aparecimento do sonho, da vontade ou da necessidade, de se encontrar novos horizontes, novos locais, novas formas de vida, novos métodos de trabalho, novos mercados a prospectar, novos amores, ou seja, simplificando a questão, do “querer algo novo”, onde este querer representa o ponto de partida, melhor dizendo em uma linguagem mais moderna, o primeiro pilar da inovação, e isto já nos demonstra que a inovação é algo construída, intencionalmente ou ocorrida por força das circunstâncias sem que o sujeito tenha manifestado nenhuma intenção inicial, e as coisas simplesmente aconteceram.
Se a inovação é “algo construído”, o ato de inovar já representa o segundo pilar desta aventura que se desenrola e o leitor já percebeu que na realidade já estamos em uma ”fase de mudança”, e se ontem, era possível pássaros por mudanças e transições sem muitos problemas, sem a utilização de um método, um estudo, hoje, neste mundo globalizado e compartimentado, isto não é mais possível, e então nossa consciência e experiência já demonstra que estamos obrigados ao cumprimento dos “rituais de mudança”, o que nos remete às já antigas e nossas conhecidas ferramentas decisórias ligadas ao estudo, planejamento, execução, direção, controle dos procedimentos ligados ao “ato de inovar”, em especial, aqueles que irão determinar o COMO CHEGAR LÁ e também O QUE FAZER QUANDO CHEGAR LÁ.
Com isto já percebemos que o primeiro pilar, o “querer algo novo” já está subdividido em algumas fases desde o seu nascedouro, mas, deixemos nossos pensamentos cuidarem desta subdivisão logo mais para a frente, uma vez que no momento o que nos interessa realmente é REFLETIR, desde o ponto de partida do querer, até chegar à consolidação, representada por sermos detentores daquilo novo, que um dia ansiamos, e nesta reflexão já percebemos que é necessário cumprirmos etapas consecutivas e cumulativas, tal e qual uma escada, para que possamos “vencer cada passo, cada degrau” com a segurança necessária, que nos assegure que lá “chegaremos, felizes e cantando”.

DO CAMPO DE APLICAÇÃO DESTE RACIOCINIO

À medida em que o leitor vá percorrendo estas linhas, certamente seus pensamentos já começaram a viajar através dos seus problemas, das suas questões, anseios e necessidades, e como é necessário que meu artigo proporcione uma maior margem de reflexão geral, vou adotar como campo de reflexão o das ciências contábeis, mais especificamente da mudança que foi imposta ao perito contábil que queira seguir sua vida no ramo da perícia judicial, via necessidade legal e técnica-profissional de mudar, de inovar, de suplantar a si mesmo, para que consiga chegar ao famoso ELDORADO.
Curiosamente, na medida em que possamos discorrer sobre o ato de inovar do contador, perito contábil, perito judicial, também seremos obrigados a refletir sobre uma pequena parcela de inovação da Justiça Brasileira, na parte que toca aos atores protagonistas que ocupam as cadeiras dos operadores do direito, quais sejam os Senhores Julgadores e seus auxiliares diretos, e os Senhores Advogados, também acompanhados pelos seus auxiliares diretos, como também dos atores coadjuvantes que são as partes que compõem cada ação ou processo judicial.
Certamente os senhores peritos contábeis, na posição de peritos judiciais, já possuem a dimensão do seu exato lugar neste cenário, especificamente quando a Justiça necessita do auxílio, do concurso dos seus peritos judiciais, qual seja a posição de auxiliares da justiça, que é o que somos quando exercemos as atividades periciais por conta e ordem dos Juízos ou a pedido das partes.
Assim sendo, também estes atores foram inseridos em um processo de mudança, motivado, compulsoriamente, pela necessidade de adequar-se à novas legislações, novos formatos operacionais da Justiça na aplicação da justiça.
Certamente as pessoas físicas e jurídicas que formam o que é comumente denominado de “as partes”, poderão se melindrar em receberem, pelo menos neste raciocínio, o papel de coadjuvantes, porém é interessante se afinarmos nosso senso, perceberemos que a Justiça e seus auxiliares e operadores, representam um universo único, sendo claro que ela não teria razão de ser, se não houvesse um outro universo, maior ainda do que ela, representado por todas as pessoas físicas e jurídicas, potenciais atores protagonistas, os quais geram a necessidade de existência do outro universo representado pela JUSTIÇA, ou melhor o PODER JUDICIÁRIO.
Se estamos em processo de mudança, se queremos superar-nos, abriguemos então o conceito de que todos somos, atores protagonistas em nosso universo particular e atores secundários, coadjuvantes, no universo dos demais.
Este conceito é básico para que possamos entender qual é a verdadeira dimensão da vida, tal e qual a conhecemos, e o papel que cada um ocupa dentro dela.
Melhor exemplificando, um mesmo motorista de caminhão, quando está dirigindo seu caminhão é o ato protagonista, caso ele seja abalroado por um outro caminhão, sem ter dado causa ao acidente, já será um ato coadjuvante, e caso ele esteja na arquibancada quando ocorrer um acidente, mesmo sendo um motorista capacitado, será apenas um mero espectador, tal e qual ocorre com todos nós, quando assistimos o acidente pela mídia.
Dentro da aplicação do conhecimento dos universos e as nossas transações e ações dentre eles, como peritos contábeis exercendo a perícia judicial, quando estamos desempenhando nosso mister, estamos no nosso universo próprio, a perícia, desde a nossa nomeação até a entrega do laudo e eventuais prestação de esclarecimentos, por escrito ou em audiência de esclarecimentos, e neste universo, somos os atores protagonistas, tendo os nossos colegas assistentes técnicos das partes como atores secundários, e as partes e o Juízo, como espectadores.
Curiosamente, o Juízo, mesmo não influindo no “ato de periciar” funciona de forma interativa conosco, pois possui função regulamentadora decisiva, e as partes, representadas pelos seus patronos, muito embora também não possam influenciar no “ato de periciar”, funcionam de forma interativa conosco [peritos judiciais] na medida em que podem oferecer quesitos suplementares e juntar documentos. Com isto podemos concluir que durante o “ato de periciar” ocorre uma justaposição de universos.
Encerrada a nossa fase de trabalhos, relatórios e prestação de contas, automaticamente desaparece o nosso universo pericial, que somente reviverá, caso ocorra algum fato ou decisão posterior que obrigue a sua continuidade por motivos suplementares, e então, este raciocínio podemos concluir que cada ação ou processo judicial representa apenas uma pequena parte do nosso “ato de periciar”, ou seja, cada um representa um universo menor dentro do nosso universo denominado “ato de periciar”, sendo que cada um destes universos menores, de cada ação ou processo judicial, ele possui começo+meio+fim, ou seja, possui tempo de validade.
Este fator, multiplicidade de começo+meio+fim na nossa vida profissional, no nosso universo pericial é um fator altamente positivo na nossa formação profissional na medida em que nos dá a possibilidade de nos reinventarmos com frequência, naquilo que hoje é chamada de educação continuada, não a adquirida nos cursos e leituras, mas sim, naquela fruto do exercício profissional contínuo, conhecida como “experiências vividas”, e por outro lado, nos propicia experiências dispares, ímpares, ricas em detalhes, obrigando a nos mantermos em contínuo processo de mudança.
É claro que o profissional que quiser ficar sempre, quieto, sossegado, e muitas vezes, no dizer da música cantada por Raul Seixas, “como pedras na beira do rio, sempre no mesmo lugar”, ele não irá se empreender em um “ato de inovação” dentro da perícia contábil extrajudicial ou anda na perícia judicial, haja vista que estas são, obrigatoriamente, dinâmicas.
“Caso o leitor não queira se suplantar na área de perícia contábil extrajudicial e judicial, ele deve paralisar de imediato esta leitura, porém, caso ele queira explorar novos caminhos, manter-se sempre atualizado e superar-se a cada dia, deve continuar a leitura, mesmo que se arrisque a dizer, no seu final, que eu já sabia tudo isto”.
Retornemos então ao nosso raciocínio em busca dos demais pilares.

PROCESSO DE MUDANÇA – O ATO DE INOVAR

Existem várias formas de conseguir uma mudança em nossa vida pessoal, profissional ou empresarial, e na maioria dos casos, qualquer forma que seja adotada pode levar o viajante e sua nau ao porto seguro, porém existem formas que proporcionam mais experiências do que as demais, outras que implicam em um gasto financeiro ou de energia menor do que as demais, outras que irão dar maior ou menor velocidade, outras que proporcional maior ou menor segurança no percurso e outras que assegurem maior ou menor capacidade de chegar à bom termo ou ainda, de gerar melhores ou piores resultados.
Como o viajante normalmente não possui uma “receita de bolo” que vai assegurar o sabor e textura pretendidos no sonho inicial, nunca sabe aonde vai chegar e à que horas chegará, o que obriga o viajante a inserir nos seus estudos, algo que possa servir como norteador do caminho que vai percorrer, onde este norteador certamente permitirá a formulação dos passos a serem percorridos, e a forma de se chegar com mais segurança à cada novo pilar.
É aí que entram em ação a utilização dos parâmetros, das metáforas, das ferramentas, das musas, que são utilizadas de forma consciente ou inconsciente pelas pessoas físicas e jurídicas delimitando os caminhos a percorrer e providências a cumprir em cada etapa.

FERRAMENTAS DE MUDANÇA

Como já citamos, os processos de mudança, mesmo aqueles em busca na inovação necessitam da utilização de uma ferramenta, um método, uma metáfora, que possa nortear, organizar e agilizar “o ato de inovar”, permitindo análises de percurso e indicando correção de rota, e esta necessidade acompanha o homem em todas as fases da sua vida individual, familiar, social, profissional, religiosa ou empresarial. Todos se miram em uma meta, em uma musa.
O que seria da música, sem a “garota de Ipanema”? E assim, outros tantos exemplos utilizados de forma ostensiva pelos músicos, pintores e demais artistas, para depois serem utilizados de forma reservada pelos homens de negócio com o nome de mentores?

METÁFORA DA TRAVESSIA

Uma das metáforas que foi muito utilizada há algum tempo se chama A metáfora da travessia, onde nos são apresentados um rio com um ponte sobre ele e dois cenários, do lado esquerdo o cenário atual que normalmente se demonstra como feio, incipiente ou caótico e do outro lado um cenário bonito, organizado, limpo, cheio de predicados, e então é realizado um exercício de reflexão, individual ou em grupos, onde devem ser descritos primeiramente todos os problemas, deficiências e insuficiências do cenário antigo, bem como as qualidades e maravilhas que se espera do novo cenário, que pressupõe pronto e finalizado, com o facilitador declarando que “tudo já está pronto”.
No primeiro momento todos ficam contentes e entusiasmados, mas logo alguém irá perguntar qual a função da do rio e da ponte naquela história e então o facilitador declara solenemente: “Ah! Vocês perceberam que existe um rio à transpor e já encontraram uma ponte?” Então ainda falta muito por fazermos!
Neste momento os mais afoitos já ficaram decepcionados e estão resmungando pela perda de tempo, porém alguns outros já começam a refletir e chegam a conclusão de que o rio representa as dificuldades que todos encontram ao se depararem com “o ato de inovar”, e tem a visão de que existem problemas a transpor no processo de mudança em curso, e em seguida sorriem lembrando; “ah! Existe uma ponte”, porém, o facilitador já derruba todas as alegrias comunicando:
“Pessoal! Atenção! Vamos começar a trabalhar? Vamos discutir o que nos interessa? E então, envolve à todos dentro do tema: “COMO devo proceder”, para praticar pessoalmente ou em grupo o ato de inovar e através dele, me transformar ou transformar a vida dos que me cercam ou ainda da minha vida profissional, ou da minha empresa?
Neste momento o facilitador apresenta a todos uma pequenina ferramenta que é conhecida por vários nomes e eu apresento sob o título de QUESTÕES ESSENCIAIS, a qual não responde nada, mas sim, apenas indaga sucessivamente, em relação à montagem daquela ponte sobre o rio: Como, quando, quem, onde, porque, quanto, o que?
Bom, chegando neste ponto, o melhor é se utilizar de uma antiga ferramenta conhecida por “brainstorming”, ou seja, uma tempestade de ideias, e daí partir para a resposta de todas estas questões, lembrando que um trabalho feito em equipe sempre será melhor que um trabalho individual, e logo você vai se lembrar que o “trabalho em equipe” é uma velha amiga como ferramenta decisória.
Bom, certamente as respostas que surgirem em torno das questões essenciais irão determinar o andamento da questão e a construção da ponte dentro das necessidades, vontades e anseios do grupo.

CONCLUSÃO

Retornemos ao foco do nosso estudo e intenção original que é desenhar e preparar, para os novos peritos, bem como para aqueles que queiram se atualizar nestas lides, a ponte para que se concretize a bom termo a METÁFORA DA TRAVESSIA, aplicada na vida pericial contábil, mormente aqueles que militam nas perícias judiciais e extrajudiciais, face ao aparecimento de um novo regramento que pode assim ser sintetizado:

  • “O perito contábil na esfera judicial frente às novas regras técnicas e cadastrais advindas do Novo Código de Processo Civil [http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm] e do CNJ – Conselho Nacional de Justiça [http://www.cnj.jus.br/], repercutidas pelo CFC – Conselho Federal de Contabilidade [http://cfc.org.br/] como órgão regulador da profissão contábil no Brasil”

Quanto à parte prática da construção desta ponte, e em seguida à travessia, o assunto é explorado em meus cursos de formação de peritos em 8 e 16 horas. Não se esqueça de que o ato de inovar é sempre um desafio.
Autoria
Walmir da Rocha Melges – 24.02.2018 – O ATO DE INOVAR – O começo da aventura pericial.

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