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O Perito Judicial e a invocação disruptiva

Novo Código de Processo Civil representa o MARCO REGULATÓRIO da profissão do PERITO e do exercício da PERÍCIA

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O PERITO JUDICIAL E A INOVAÇÃO DISRUPTIVA

O perito judicial: O empreendedorismo tem gerado centenas de temas que representam novas formas de enxergar a gestão de empreendimentos considerados empreendedores e dentre eles o termo conhecido como “INOVAÇÃO DESRUPTIVA” é o que mais tem sido motivo das reflexões e letras dos apaixonados pela evolução do empreendedorismo. Certamente o termo INOVAÇÃO é antigo e está ligado ao conceito da necessidade de evolução constante, porém esta nova qualidade aplicada a ela, a de ser DISRUPTIVA, representa realmente uma boa novidade sobre a qual podemos nos debruçar, refletir e encontrar novas aplicações.

Por DESRUPTIVA devemos entender aquela inovação que provoca mudanças radicais na forma de se realizar algo, rompendo com o tradicional, com o convencional, com os costumes, tendências e formatos, com a qualidade de provocar economia, racionalidade e aumentar a produtividade em benefício social, porém como toda mudança ela está sujeita à reação contrária provocada pelo comodismo e pela luta em prol da manutenção do “status quo”. Em uma das suas facetas ela se revela selvagem e em alguns casos, até cruel como a que está ocorrendo dentre o segmento do transporte de passageiros por serviços de táxi, assaltados que o foram pelo URBE, as locadoras de vídeos que foram avassaladas pelo NETFLIX, e curiosamente o que tem proporcionado as grandes rupturas é justamente o uso massificado da informatização e da comunicação de dados, porém em outros casos, como em o perito judicial e extrajudicial, a perícia judicial, ela revela-se benéfica.

Um exemplo de anteontem deu-se justamente no fato de que a IBM, calcada em uma miopia de que a tendência seria de que os computadores, já gigantescos, iriam continuar com o crescimento dos mainframes e não perceberam que a indústria básica estava dedicada justamente a miniaturização dos equipamentos, criando alternativas a partir do antigo Apple, seguido dos PC XT, que deram lugar aos pequenos notebooks de hoje dotados de potencias computacionais e de armazenamento, ontem inimagináveis.

Outro exemplo foi o aparecimento dos sites de compras, que melhor dizendo deveriam ser sites de vendas, haja vista que eles não compram nada, mas sim, vendem, aquilo que não é deles, e por consequência provocaram gigantescas quedas de faturamento no ramo da hotelaria e o desaparecimento das agências de viagens e turismo tradicionais, queda que somente foi evitada pela expansão das grandes operadoras como a CVC, fator este que obrigou as antigas independentes a filiarem-se às grandes.

Como observador atento das mudanças penso que a chamada inovação desruptiva é nova forma de se falar naquilo que já conhecemos no passado como processos de racionalização, do trabalho, dos processos e da gestão, e a reengenharia das formas de processos e gestão que fizeram seu tempo no passado, e então, o que nos importa [contadores, auditores, peritos], como participantes do mercado, ou melhor da economia, é a nossa adaptação rápida partindo da assimilação dos novos conceitos, que devem ser repercutidos no COMO REALIZAMOS nossos serviços, tarefas e relatórios.

Em relação ao mercado da PERÍCIA JUDICIAL, o advento do Novo CPC – Código de Processo Civil representa o MARCO REGULATÓRIO da profissão do PERITO e do exercício da PERÍCIA, hoje obrigados a uma nova forma de COMO PROCEDER e sujeitos à exigências e regras antes não existentes, onde a imposição de um CADASTRO DE PERITOS por parte de cada jurisdição judicial, seguido da fixação de valores de gratuidade judicial, e adoção de sistemas para distribuição automática sequencial de nomeações, tudo isto, rompe com o passado e traz inovações que irão afetar  economia do setor.

A curiosidade, quiçá o desenho de um paradoxo está no fato de que, o Estado, cumprindo ditames constitucionais de assegurar a justiça gratuita, faça uso do trabalho externo e imponha um preço de honorários, em muitos casos irrisórios, ao profissional particular, que nada tem a ver, de forma direta, com a responsabilidade governamental de conceder gratuidade na justiça. Antigamente ouvíamos dizer que muitos faziam cortesia com o chapéu alheios, ou seja, o Governo concede, mas o particular é quem arca com os custos com o seu chapéu.

Walmir da Rocha Melges – 10 de setembro de 2016 – o perito judicial e extrajudicial, a perícia judicial

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