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Você faz a diferença

Quem não faz diferença passa despercebido, talvez não atrapalhe, mas com certeza não contribui.

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VOCÊ FAZ A DIFERENÇA

Você faz a diferença: Na vida podemos ser escultor ou escultura. Qual é sua escolha. Com metas claras e motivadoras, você pode fazer muita diferença

“Fazer a diferença” é dar aquela contribuição única, no momento certo, que gera os resultados esperados. Em uma reunião de negociação, as pessoas caminham para um impasse. As condições oferecidas pelos compradores são inaceitáveis pelos vendedores, que vão perder dinheiro no curto prazo. Você apresenta um argumento que compensa a pequena perda imediata, com ganhos substanciais no médio prazo. Fica claro que aquela é a melhor solução para todos. A negociação entra num estágio de “ganha-ganha” e logo o contrato está assinado. Naquele momento, sua iniciativa e visão ampliada fizeram a diferença.

Em um trabalho comunitário, por exemplo, servindo refeições, a fila está enorme, as pessoas estão reclamando, os que servem estão desorganizados e perdidos. Aí entra você e, com poucas palavras e muita competência, encoraja os colaboradores e rapidamente organiza tudo, acabando com as filas e garantindo que cada um tenha sua refeição. Você causou encantamento.
Naquele momento, só você tinha a competência para resolver aquela situação. Uma ação era necessária e você não se omitiu. Você disse as palavras de estímulo que incentivaram cada um a dar o melhor de si. Você orientou sobre quem faz o que e em que seqüência. Naquele momento você faz a diferença.

Você faz a diferença?

Quem não faz diferença passa despercebido, talvez não atrapalhe, mas com certeza não contribui. Quem não faz diferença é apenas um rosto oculto e enevoado no meio de uma multidão de desconhecidos. Fazer a diferença significa muitas coisas, por exemplo:

  • Direcionar os seus potenciais e talentos a serviço de uma empresa, entidade ou causa;
  • Comprometer-se com os resultados que precisam ser alcançados, com um sentido claro de prioridades, de prazos e finalização;
  • Assumir a liderança de uma atividade, coordenando os esforços de muitos para assegurar o atingimento de objetivos;
  • Comunicar-se com clareza, equilibrando o falar com firmeza com o ouvir ativamente;
  • Tomar a dianteira, assumindo iniciativas, quando há paralisia;
  • Correr o risco de oferecer a “mão amiga”, mesmo quando isso não tenha sido solicitado;
  • Saber trabalhar em equipe, integrando as necessidades de brilhar individualmente com a construção de uma belíssima constelação;
  • Saber planejar para que as idéias se transformem efetivamente em realidades concretas e palpáveis.

Como fazer a diferença

Fazer a diferença é dar aquela contribuição única, no momento certo, que gera os resultados esperados. A pergunta básica é: você faz a diferença? (Muitos não querem, pois é muito mais fácil!). Se você quer, então estabeleça as suas metas. O terapeuta Jeff Binder Essences, do Canadá, estruturou o “Sistema de Cura” (Healing System), que tem como primeiro estágio o estabelecimento de suas metas. A meta é um resultado futuro que você quer alcançar.
Segundo Jeff, algumas das características de uma “boa meta” são:

  • Tempo do verbo no presente: escreva a meta como se ela de fato já estivesse ocorrendo. É melhor “estou gozando de ótima saúde física” do que “pretendo melhorar desta gastrite”.
  • Linguagem positiva: evite o “não”. Escreva “eu me lembro de todos os meus compromissos” ao invés de “eu não quero esquecer meus compromissos”.
  • Ser clara, precisa e objetiva: ao invés de redigir “sou um bom profissional”, é melhor escrever “ocupo um cargo de gerência em minha empresa”. Isso possibilita mensurar o progresso.
  • Precisa ser realista e atingível: se tenho um cargo inicial numa empresa, ter uma meta de comprar um iate de US$ 2 milhões não é realista, pelo menos no curto prazo. Não há nada de errado em querer metas ambiciosas, mas lembre-se de dar um passo de cada vez, pois caso contrário o risco de se perder no meio do caminho é grande.
  • Deve ter um prazo associado: toda meta deve ter um prazo, que seja realista. Caso contrário, você vai cair na armadilha “algum dia vou começar a fazer caminhadas matinais”.
  • Deve estabelecer a maneira pela qual você quer atingir sua meta: procure colocar a maneira pela qual quer atingir. Considere palavras como “calmamente”, “harmoniosamente” e “prazeirosamente”.
  • Direcionar a um propósito saudável: metas que sejam condenáveis eticamente ou que prejudiquem outras pessoas acabam tendo finais tristes. Não invista nisso.
  • Estar motivador/ser desafiadora: a meta deve trazer em si alegria, energia (tesão), para que toda a vontade para a sua realização possa ser mobilizada.
  • Poucas metas: não comece seu plano com muitas metas simultâneas.
  • Visualize sua meta: com figuras, retratos ou símbolos do que quer alcançar.
  • Escreva e assine: é fundamental assumir o compromisso consigo mesmo, escrevendo e assinando.

Alguns exemplos de metas de quem faz a diferença:

  • Nossa empresa alcança agora harmoniosamente o sucesso financeiro em todas as suas operações, em alinhamento com sua missão estratégica.
  • Estou gerando com alegria, no próximo período de 12 meses, dinheiro suficiente para a aquisição de uma casa de campo.
  • Concluí meu curso, agora ocupo um cargo de gerência de um departamento em nossa empresa. (Fonte: IOB Comenta 49/2000 – 1.ª semana de Dezembro/2000).

Autoria: Gustavo G. Boog – Consultor de empresas e terapeuta organizacional e flora, em projetos de energização de pessoas e empresas (SP).

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